14 maio 2019

Organização ambidestra promove inovação e excelência operacional

Organização ambidestra promove inovação e excelência operacional

Segundo Charles A. O’Reilly III, da Escola de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Stanford, e Michael L. Tushman, da Harvard Business School, a analogia com a mitologia romana é uma forma de exemplificar características gerais que um bom líder deve possuir para atender às demandas. Janus, o deus romano, tinha duas faces. O par de olhos na frente almeja o futuro, o que é novo, enquanto o outro par de olhos, voltado para trás, indica que o profissional precisa estar atento a tudo o que já foi feito, a todos os produtos e processos passados.

Conceito de organização ambidestra

O conceito de organização ambidestra parte do princípio de que é possível conciliar duas “mãos”, operações aparentemente adversas: inovação e excelência nas atividades que já são realizadas na empresa. Geralmente, as unidades exploratórias são separadas entre si, o que permite processos, estruturas e culturas diferentes.

  • Mão direita: lado responsável pelas atividades que já funcionam dentro de uma empresa.
  • Mão esquerda: lado disruptivo, que promove experimentações, soluções inovadoras e aprendizado prático.

Cultura de inovação

Toda empresa que busca crescimento deve ter em mente que seus processos precisam ser avaliados e renovados constantemente para agregar valor aos negócios. É possível ser inovador em diferentes âmbitos de atuação. Por exemplo:

  • Entregar algo para um mercado existente além da cartela atual de clientes;
  • Focar em um mercado totalmente novo, mas que ainda precisa ser definido.

Uma pesquisa realizada pela Harvard Business Review, com o objetivo de avaliar empresas que buscavam inovações em toda a matriz, mostrou que, de 35 tentativas de lançar inovações revolucionárias em 15 unidades de negócios de setores diferentes, 90% das organizações ambidestras alcançaram seus objetivos.

Como criar uma equipe ambidestra?

Escolha profissionais de acordo com suas competências. Algumas pessoas do lado direito podem ter boas ideias e desenvolvê-las buscando inovação, assim como alguns profissionais que desenvolveram suas ideias na mão esquerda podem migrar, a fim de implantar e operacionalizar seus projetos.

Para assegurar a coexistência satisfatória, é preciso refletir sobre cinco questões, como define uma pesquisa desenvolvida pelos professores da London Business School e da Hec, de Lausanne:

Organização ambidestra promove inovação e excelência operacional
  1. Devo entrar no mercado desenvolvido pelo novo modelo de negócio?
  2. Ao entrar no novo mercado, devo fazer isso utilizando o modelo de negócio existente ou necessito de um novo modelo?
  3. Caso precise de um novo modelo de negócio para explorar o novo mercado, devo adotar o modelo invasor e disruptivo?
  4. Se eu desenvolver um novo modelo de negócio, quão distante ele deve ser organizacionalmente do modelo atual?
  5. Uma vez que eu tenha estruturado uma unidade separada, quais são os desafios de conciliar dois modelos de negócio, as duas culturas, ao mesmo tempo?

Fonte: Harvard Business Review

Leia também: Como a cultura organizacional pode favorecer a inovação?

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