30 outubro 2018

Como a Internet das Coisas pode beneficiar o varejo?

Como a Internet das Coisas pode beneficiar o varejo?

Há pouco tempo, qualquer informação sobre o comportamento do cliente com relação à empresa, à marca e aos produtos era colhida pessoalmente na loja, através de pesquisas de satisfação, principalmente. Hoje, graças ao desenvolvimento tecnológico, temos o conceito de Internet das Coisas (IoT), que compreende objetos, veículos, prédios e tecnologias com sensores conectados à internet, criando uma rede inteligente que integra ambientes físicos e digitais.

Desta rede é possível ter acesso a uma quantidade enorme de dados e informações de comportamento dos clientes (chamada de Big Data) que possibilitam a criação de ações mais assertivas para melhorar a experiência do usuário.

No varejo, a IoT é essencial na luta contra o desperdício, no controle de ambientes, na otimização de processos, no gerenciamento de informações, produtos e plataformas, no monitoramento de tráfego em tempo real e na previsão de tendências.

Números do mercado

Diversas ferramentas de acesso e organização destes dados estão surgindo. O mercado de soluções IoT destinado ao varejo está expandindo de forma exponencial em todo o mundo e deve movimentar US$ 94,44 bilhões até 2025, segundo a Grand View Research, com um crescimento médio anual de 21,5% durante este período.

Outro estudo prevê que em 2020 existirão 20 bilhões de objetos conectados à internet, criando uma verdadeira “infovia” de dados nas mais diferentes áreas e campos de atuação, enquanto um levantamento da Deloitte mostrou que o digital influenciou para que as vendas offline em todo o mundo crescessem em US$ 1,7 trilhão.

No Brasil, segundo a Anatel, a Internet das Coisas terá capacidade de gerar US$ 200 bilhões em negócios até 2025.

Desafios e vantagens

O desafio para as empresas é pensar aplicações úteis que facilitem, através da conectividade, a interação dos usuários com seus produtos ou serviços, e que melhorem a experiência dos clientes. Veja vantagens que a IoT traz para o varejo.

Cadeia logística

A IoT age diretamente na manutenção do transporte, no rastreamento de produtos e na otimização de rotas, com maior grau de precisão, inteligência na gestão dos processos e mais informações e dados para serem acompanhados.

Tráfego

Com a Internet das Coisas é possível monitorar o tráfego da loja através de vídeo ou Wi-Fi para saber as preferências de um cliente dentro do ambiente físico. A partir disso, pode-se personalizar a sua experiência em tempo real, seja direcionando um colaborador para mostrar as melhores ofertas, seja realizando promoções através de aplicativos no smartphone.

Falhas em equipamentos

O melhor exemplo aqui é uma rede de supermercados: certos maquinários e aparelhos, como refrigeradores, podem apresentar falhas antes do tempo previsto. Porém, sensores conectados ao equipamento conseguem antecipar problemas com consumo de energia ou mau funcionamento de peças, por exemplo.

Centros de distribuição

A identificação por radiofrequência é uma das tecnologias que podem ser usadas para gerenciamento de inventário e estoque, otimizando a reposição de maneira inteligente. O gerenciamento dos centros de distribuição, ainda, pode ser integrado aos sistemas de logística, facilitando a prevenção de falhas e garantindo o melhor uso de rotas, horários e processos.

Compreender as expectativas do usuário e personalizar sua experiência

Atualmente, o consumidor está mais criterioso, com acesso a informações, feedbacks de outros clientes e avaliações em redes sociais, buscando ofertas e cotando preços. O consumidor moderno, com mais consciência de compra, também exige atendimento personalizado, diálogo e experiências surpreendentes com relação aos produtos e à marca.

Centros de distribuição

Omnichannel

Internet das Coisas e omnichannel são conceitos indissociáveis. Omnichannel diz respeito à integração de todos os canais de venda de uma empresa, físicos e digitais, respeitando a jornada de compra do consumidor, identificando as melhores oportunidades para impactá-lo e construindo o processo junto com o cliente. Retirar a mercadoria comprada pela internet em loja física ou conveniada, por exemplo, é preferência de 60% dos brasileiros, segundo pesquisa da Manhattan Associates.

Fontes: Grand View Research | Gartner | Portal Novarejo

 

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