21 outubro 2020

É possível pegar coronavírus mais de uma vez?

É possível pegar coronavírus mais de uma vez?

Uma das grandes dúvidas relacionadas à covid-19 é a possibilidade de reinfecção. Tal questão, ainda sem comprovação, move diversos debates, hipóteses e testes desde o início da pandemia. Enquanto alguns estudiosos da área da saúde creem que há chances de uma pessoa já contaminada pelo coronavírus ser infectada novamente, outros cientistas defendem a improbabilidade desse tipo de ocorrência. Confira abaixo algumas descobertas e análises.

Estudos

A revista científica americana “Science” publicou, em maio deste ano, um estudo que indica a ausência de riscos de reinfecção pelo coronavírus. Testes pré-clínicos da vacina de Oxford foram realizados com macacos rhesus, que possuem o organismo bem parecido com o dos seres humanos. Após 28 dias dos testes, os cientistas expuseram uma parcela desses animais ao mesmo vírus. Como resultado, os macacos não apresentaram sinais da covid-19 nem da Sars-Cov-2, da família do coronavírus.

Imunidade

Outras pesquisas analisaram também a questão da imunidade. Cientistas da China verificaram uma queda na quantidade de anticorpos específicos três meses após um paciente se recuperar. Em contrapartida, o professor de medicina e epidemiologia Luis Ostrosky-Zeichner, da Universidade do Texas, afirma que os anticorpos não são os únicos agentes responsáveis por defender o organismo contra vírus e bactérias, já que a resposta do sistema imunológico depende também das células T, conhecidas como linfócitos T.

Atenção com testes

Dentro da questão de reinfecção, é necessário atentar-se aos resultados positivos contínuos do coronavírus. Richard Voegels, diretor de Rinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, aponta que é possível que restos genéticos do vírus permaneçam no organismo por semanas, e por até três meses no nariz. Isso faz com que um segundo teste de coronavírus possa equivocadamente atestar positivo mesmo para uma pessoa que já foi infectada, quando o que ocorre é a permanência do vírus junto a sintomas de doenças similares – como a gripe. Por isso, cada caso deve ser investigado com cuidado.

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Mutações

A hipótese de variadas mutações do novo coronavírus também foi levantada. Em geral, as chances de reinfecção são mínimas com vírus respiratórios de baixa mutação. Porém, uma pesquisa germano-britânica divulgada em março apontou que o vírus da covid-19 possuía três grandes variantes, enquanto pesquisadores chineses chegaram a identificar, em abril, 22 mutações.

Tais resultados levantaram o consenso de que essas mutações seriam responsáveis pelo aumento de casos da doença, hipótese que não chegou a ser comprovada cientificamente. Quanto maior o número de mutações, maiores são as chances de contaminações ocorrerem mais de uma vez no mesmo paciente, mesmo que com uma intensidade menor, pois ele já terá uma imunidade parcial à doença, devido aos anticorpos criados.

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da USP, porém, também se contrapõem à hipótese de reinfecção. Eles consideram a mesma justificativa já mencionada: alguém que se contagie com um vírus diferente – como o da gripe –, mas ainda tenha fragmentos inativos do coronavírus no organismo, pode gerar um novo teste equivocado.

Como não há comprovação sobre a possibilidade de reinfecção por covid-19, o indicado é continuar seguindo as recomendações, mesmo quem já foi contaminado: utilizar máscara, higienizar superfícies e mãos com frequência e manter o distanciamento social.

Leia também: Grupos de risco do coronavírus: cuidados na convivência

Fonte: Correio Braziliense e UOL  

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