19 dezembro 2019

Como começaram as tradições de Ano-Novo no Brasil

Como começaram as tradições de Ano-Novo no Brasil

A celebração de um novo ciclo no calendário acontece há mais de 4 mil anos, mas, naquela época, não se comemorava um ano novo, e sim uma nova estação: a primavera. Tudo teria começado na Mesopotâmia, onde hoje situam-se os países Iraque, Kuwait, Turquia e Síria. O costume era comemorado desta forma porque a primavera representava o início de uma nova safra na agricultura. Quando o Papa Gregório 13 implantou o calendário gregoriano no Ocidente, em 1582, o primeiro dia do ano novo passou a ser 1º de janeiro.  Você sabe como começaram as tradições de Ano-Novo no Brasil?

Pular sete ondas

Na Grécia Antiga, as pessoas acreditavam que o mar era dotado de poder e espiritualidade e, por isso, quando se entrava nele, as energias eram renovadas. Mas a tradição de pular as sete ondas veio dos povos africanos que chegaram ao Brasil no período da colonização. A cada onda que pula, a pessoa faz um pedido ou um agradecimento por algo que já tem. O ritual também é feito para se adquirir força para enfrentar os obstáculos que podem surgir. Algumas pessoas ainda jogam flores brancas no mar após pularem as sete ondas, para obter sorte e agradecer pelo período que passou.

Usar roupas brancas

Com a proximidade do fim do ano, lojas de todo o país começam a exibir nas vitrines roupas e acessórios brancos para serem usados na noite da virada. Este costume veio do Candomblé – religião muito popular no Brasil. A cor representa pureza, paz e proteção espiritual, elementos muito desejados para o ano que começa.

Na década de 70, praticantes da religião que moravam no Rio de Janeiro tinham o costume de comemorar o Ano-Novo na praia de Copacabana. Vestiam-se de branco e ofereciam flores a Iemanjá, rainha do mar. A comemoração era tão bonita que encantou os frequentadores da praia e vizinhos, que aderiram e passaram a difundir ainda mais esse costume.

Colocar folha de louro na carteira

O loureiro é uma árvore cuja planta, na Idade Média, simbolizava sucesso, prosperidade e fortuna. Por isso, os povos antigos usavam suas folhas para temperar os alimentos e decorar as roupas e o ambiente. No Brasil, o louro está presente, inclusive, na cédula de real: a face na nota e na moeda ostenta uma coroa de folhas sobre a cabeça. Atualmente, as pessoas colocam uma folha de louro junto com uma nota de dinheiro dentro da carteira, dias antes da comemoração da passagem do ano. No dia 31 de dezembro, a tradição pede que a pessoa doe a cédula a alguém e jogue a folha de louro em água corrente.

Por que se chama Réveillon

O termo vem do verbo réveille, que significa acordar, em francês. É usado no mundo todo, mas só foi criado no século 17, para descrever a festa de véspera da virada de ano, marcada por celebrações da alta nobreza que duravam a noite toda. A família imperial do Brasil adotou o termo, mas a festa abrigou novos costumes, comidas e personagens. Tudo isso conferiu ainda mais beleza e personalidade às tradições de Ano-Novo no Brasil.

Uma característica que nunca mudou desde as comemorações mesopotâmicas é a celebração de novas esperanças. Os cultos dos povos antigos pediam alimento e fartura nas colheitas. Hoje, permanece o desejo de prosperidade e de que o ano que está por vir traga renovação.

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